Ao perceber que a maioria das pessoas concebe a possibilidade de colocar em um mesmo patamar o Criacionismo da mitologia cristã e a Evolução das Espécies de Darwin, surgiu-me uma dúvida:
Podemos comparar o conhecimento religioso ao científico?
A construção de um pensamento lógico depende de pressupostos fundamentados em abstrações do que poderia ser o real, o que por si só encontra uma série de dificuldades por ser uma idealização a priori. Então como poderíamos difereciar a religião da ciência sendo que ambas são fundamentadas em pressupostos, interpretações possívelmente falhas pois foram construídas com idéias que já eram anacrônicas quando haviam sido criadas? Será que religião e ciência habitam o mesmo plano, o plano do pretenso conhecimento humano?
Podemos comparar o conhecimento religioso ao científico?
A construção de um pensamento lógico depende de pressupostos fundamentados em abstrações do que poderia ser o real, o que por si só encontra uma série de dificuldades por ser uma idealização a priori. Então como poderíamos difereciar a religião da ciência sendo que ambas são fundamentadas em pressupostos, interpretações possívelmente falhas pois foram construídas com idéias que já eram anacrônicas quando haviam sido criadas? Será que religião e ciência habitam o mesmo plano, o plano do pretenso conhecimento humano?
A religião, assim como na ciência, se baseia em pressupostos que foram pré-estabelecidos em épocas diferentes, para momentos diferentes,e que são aplicados a posteriori, logo ambas são falhas, mas diferente da ciência que está em constante mutação, por reconhecere prever que hajam falhas em um pensamento baseado em pressupostos, a religião não aceita a divergência de pensamentos e, por isso, fomenta a discórdia e a separação entre os homens por partir do princípio que determinado pensamento é o portador da verdade, e que existem seres portadores de uma verdade imutável, inquestionável. Logo, quem não segue este pensamento sempre será visto como agnóstico, no sentido grego da palavra, o que nega o conhecimento “verdadeiro” (como se fosse possível entender o real), logo o outro é negado por não conhecer a verdade.
Aceitar e respeitar o próximo, o que interpreto como o “amar”, demanda uma análise ética de cada situação, e não uma análise baseada em "verdades" estáticas, tidas como universais, estabelecidas pela moral de um determinado tempo, logo anacrônicas. A meu ver o amar demenda a Razão (a busca pela ciência).
Parafraseando o Físico ganhador do Prêmio nobel Richard Feynman:
Parafraseando o Físico ganhador do Prêmio nobel Richard Feynman:
" Homens bons fazem coisas boas, os homens maus as más, mas só a religião consegue fazer com que homens bons façam coisas más".
Ame o próximo como a ti mesmo, refute o irrefutável...