quinta-feira, 5 de julho de 2012

Vi!

Vislumbrei, o horizonte me indicou.
Antevi, a vida prescreveu.
Descobri, a luz impactou.
Sei, sei.
Vi?

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Dói...

Os olhos me traem,
as palavras me consolam.
Só a Verdade me cura.
Dói...

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Amar é razão...

Ao perceber que a maioria das pessoas concebe a possibilidade de colocar em um mesmo patamar o Criacionismo da mitologia cristã e a Evolução das Espécies de Darwin, surgiu-me uma dúvida:

Podemos comparar o conhecimento religioso ao científico?

A construção de um pensamento lógico depende de pressupostos fundamentados em abstrações do que poderia ser o real, o que por si só encontra uma série de dificuldades por ser uma idealização a priori. Então como poderíamos difereciar a religião da ciência sendo que ambas são fundamentadas em pressupostos, interpretações possívelmente falhas pois foram construídas com idéias que já eram anacrônicas quando haviam sido criadas? Será que religião e ciência habitam o mesmo plano, o plano do pretenso conhecimento humano? 

A religião, assim como na ciência, se baseia em pressupostos que foram pré-estabelecidos em épocas diferentes, para momentos diferentes,e que são aplicados a posteriori, logo ambas são falhas, mas diferente da ciência que está em constante mutação, por reconhecere prever que hajam falhas em um pensamento baseado em pressupostos,  a religião não aceita a divergência de pensamentos e, por isso, fomenta a discórdia e a separação entre os homens por partir do princípio que determinado pensamento é o portador da verdade, e que existem seres portadores de uma verdade imutável, inquestionável. Logo, quem não segue este pensamento sempre será visto como agnóstico, no sentido grego da palavra, o que nega o conhecimento “verdadeiro” (como se fosse possível entender o real), logo o outro é negado por não conhecer a verdade.
Aceitar e respeitar o próximo, o que interpreto como o “amar”, demanda uma análise ética de cada situação, e não uma análise baseada em "verdades" estáticas, tidas como universais, estabelecidas pela moral de um determinado tempo, logo anacrônicas. A meu ver o amar demenda a Razão (a busca pela ciência).

Parafraseando o Físico ganhador do Prêmio nobel Richard Feynman:

" Homens bons fazem coisas boas, os homens maus as más, mas só a religião consegue fazer com que homens bons façam coisas más".

Ame o próximo como a ti mesmo, refute o irrefutável...

sábado, 16 de outubro de 2010

Matéria...


Nós somos só energia, ondas, vibrações , nada mais. Matéria é só a máscara que traveste o mundo e não nos deixa ver que somos parte deste nada, é o que nos faz sentir únicos, escondendo a beleza de nossa insignificância.

Errante

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Real?


Convencemo-nos a limitar o nosso raciocínio, interpretando a realidade como uma relação dicotômica entre opostos, onde a lógica maniqueísta impera sobre a multiplicidade. Entenda multiplicidade como a representação da infinitude de variáveis que encontramos ao analisar um determinado acontecimento.
Como encontrar a lógica de um acontecimento se, muitas vezes, devemos adentrar no universo de um terceiro que participa diretamente deste acontecimento? Para isso precisaríamos supor que nosso sistema cognitivo é completamente capaz de captar a realidade, separando traços de uma possível realidade das nossas interpretações particulares desses sentidos. Precisaríamos ir além, separar a realidade não só das nossas interpretações, mas também das interpretações desse outrem, pois estas seriam tão falhas, impregnadas de “pré-conceitos”, quanto as nossas. Enxergar o mundo através dos olhos de outro?
Não é possível, pois o que conseguimos são apenas interpretações daquilo que obtemos através do nosso falho sistema cognitivo, que nada mais são do que a construção mental daquilo que julgamos existir, através de sensações obtidas pelas mudanças captadas por nosso sistema sensorial. Falhos...

Errante

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Cabeça Vazia

    Concentro-me, tento desanuviar a minha enxurrada de pensamentos desconexos, busco linearidade em uma cabeça que, com tantos pensamentos atravessados, produz uma falsa branquidão, parece que eles habitam apenas um módulo não consciente, e só são perceptíveis quando catalizadores os ativam, emergindo como geisers imprevisíveis, ora interessantes ora medíocres (simples reproduções  de pensamentos de outrem).

    Não elevo-me, busco o chão, sei que a genialidade não me habita, mas reconheço minha capacidade de empreender análises com múltiplos fatores, relacionando-os presunçosamente, e algumas vezes satisfatóriamente. Vem a calhar em análises sociais, mas suprime o raciocínio linear lógico-matemático. Incompleto...


Errante

(Sem Nome)

Busco, procuro significado para minha insignificância. Busca naturalmente infrutífera essa de atribuir valor a sí mesmo, tentar se ver como indivíduo é se particionar, é não ter noção de complexidade e da amplitude de nossas extensões. Nós vamos além de perspectivas e de racionalizações limitadas. 
Tentar se compreender através  de signos é se limitar, compreender é contemplar a integridade. Mas como contemplá-la se não temos noção de todas as nossas ramificações, algo interminável, imensurável e cíclico. Continuo em minha busca...

Errante